Texto do dia da àrvore.

Mara'S | 13-03-2011

No quintal da minha avó há uma árvore muito grande e muito velha. Não sei como se chama, não conheço o seu nome científico; e para que preciso eu conhecer esse tal nome científico se ela para mim tem um só nome, aquele que eu lhe dei. É assim mesmo, para mim ela é, foi e será "A árvore dos tesouros". Tanto me faz que lhe chamem nogueira, castanheiro ou oliveira... Árvore dos tesouros é quanto basta.

À primeira vista é igual a todas as outras árvores que crescem no quintal: é alta, tem um tronco grosso e abre-se em ramos que desaparecem entre as folhas largas e trémulas.

Mas aí pela altura da minha cabeça tem um buraco, uma cova que os ramos mais baixos encobrem. É aí que costumo esconder as coisas de que mais gosto para fingir que sou um pirata e tenho ali a minha caverna secreta onde ninguém pode chegar. Guardo lá as conchinhas que apanhei na praia, os berlindes das mais belas cores e outras coisas que são importantes para o tesouro de um pirata.

Também trepo aos ramos mais altos tal como os marinheiros trepam aos mastros dos barcos. Empoleiro-me nos ramos mais baixos e fico ali a ler as histórias de que gosto ou a saborear melhor a fatia de bolo que a avó me dá. Às vezes deixo-me dormir encostado ao tronco, à sombra da folhagem, e só acordo quando os ramos pendentes me batem na cara a dizer que são horas de voltar para casa.

Natércia Rocha

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